Prefácio
Jesus ressuscitado, o Bom Pastor, que amou e ama suas ovelhas a ponto de dar a sua vida para que elas sejam salvas e tenham vida em abundância, continua amando e cuidando muito bem do seu rebanho.
O amor do Bom Pastor prossegue se manifestando pelo “chamado” de homens e mulheres a quem Ele prepara para ser papas, bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas consagrados, a fim de, depois, envia-los a servir ao povo de Deus.
Ao chamar uma jovem para ser religiosa consagrada, Jesus pensa, primeiro, nas milhares e milhares de pessoas: idosos, enfermos, adultos, jovens, crianças e famílias, que necessitam de alguém para evangelizá-los, catequizá-los, promovê-los, libertá-los, curá-los e anima-los na vida cristã.
Se a jovem der uma “resposta” positiva ao “chamado” de Jesus, Ele irá prepará-la por uma formação específica por meio de uma congregação, para depois “oferecê-la como um presente valioso” ao povo de Deus, para que ela cuide muito bem de todos aqueles que Jesus lhe confiar.
Que privilégio e que benção para uma jovem ser chamada a fazer “parceria” com Jesus vivo no serviço da Igreja, na pessoa das ovelhas do Bom Pastor.
Jesus sabe que aquela jovem que Ele chama tem um coração suficientemente grande para “gostar de gastar” toda sua vida – como Ele – na missão de cuidar de suas ovelhas.

 

Apresentação
“Deus colocou no meu coração ambições maiores” Teresa de Saldanha.
Querida Jovem, a você que alguma vez na vida pensou em ser freira, apresento com muito carinho e alegria este livro, no desejo que ele possa ajudá-la no discernimento de sua vocação. É muito normal uma jovem como você pensar em ser freira, pois como em Teresa de Saldanha, Deus pode ter colocado em seu coração “ambições maiores”, ou seja, Deus pode ter criado você para grandes ideais, e ser freira é um deles.
Estas orientações são fruto de um questionamento feito a mim por jovens de sua idade, de várias partes do Brasil, desejosas de conhecer melhor a vida religiosa.
Parabéns por estar com este livro em mãos. É sinal de sua abertura e acolhimento da vontade de Deus em sua vida.
Irmã Diná, OP

 

Agradecimento
- A Deus, pela alegria profunda de ter sido chamada para a vida religiosa. - Às Irmãs da Congregação, pela alegria da convivência fraterna e pelo empenho no serviço de Animação Vocacional.
- Aos amigos e amigas, riquezas do meu coração, que fazem a minha vida valer a pena.
- Às jovens aspirantes à vida religiosa de Campinas, Amparo e Petrolina e aos jovens dos Colégios: Santa Catarina de Sena, São Paulo – SP.
São Domingos, Faxinal – PR.
Nossa Senhora Aparecida, Uruaçu – GO.
Polivalente, Uruaçu – GO.
Que, na espontaneidade e simplicidade de sua juventude, me questionaram sobre a vida religiosa.

1 - Que é vocação?
A palavra “vocação” vem do latim vocare que quer dizer CHAMADO. A vocação é um mistério de amor entre Deus e sua criatura; é um CHAMADO e uma RESPOSTA. É Deus quem CHAMA você para uma determinada missão, e você, na sua liberdade, dá a sua RESPOSTA.
A Bíblia está repleta de exemplos de CHAMADOS do Senhor. São homens e mulheres, crianças e jovens que foram CHAMADOS por Deus para desempenhar uma missão no mundo, e deram a sua RESPOSTA.
Hoje, Deus continua chamando... Depois de nos ter chamado para a vida, Deus torna a chamar-nos, pois há muitas coisas bonitas que Ele quer fazer no mundo, por meio de nós.
A uns Deus chama para ser pai ou mãe. A outros, para o sacerdócio. A outros, para a vida religiosa e missionária. E ainda, a outros, para ser leigos consagrados. Todos são caminhos de santidade, caminhos que conduzem a Deus.
Todos são importantes, mas é necessário que você descubra qual é o seu.
2 - Descobri que tenho vocação para vida religiosa. Que devo fazer?
Se você descobriu que tem vocação para a vida religiosa, o primeiro passo a dar é procurar orientação com uma religiosa de sua cidade ou com sacerdote.
Em quase todas as paróquias há uma pastoral vocacional. Procure um membro dessa pastoral, e passe a freqüentar os encontros de discernimento vocacional.
Você será ajudada a descobrir o seu carisma pessoal, e em qual congregação você terá mais possibilidade de realizá-lo. Mas lembre-se de que a primeira escolha que se faz é por Deus e pelo seu Reino.
Antes de optar por qualquer congregação, você já deve ter feito a sua opção por Deus. É por isso que você procura uma congregação para nela realizar o seu ideal: ser toda de Deus.
Cuide com carinho da sementinha da vocação que Deus colocou em seu coração, por meio da oração, da leitura da Palavra de Deus, da participação nos sacramentos, dos encontros vocacionais de sua paróquia, e de outros meios que Deus colocar a seu dispor.

3 - Qual é a idade ideal para se ingressar na vida religiosa?
A idade varia de congregação para congregação. O ideal é que a jovem entre com a idade entre 17 e 25 anos, pois é nessa fase que acontecem grandes transformações na vida.
É quando se conquista o primeiro emprego, se faz a descoberta de novos valores e amizades, se assume um namoro sério, se faz faculdade etc.
É também a idade em que muitas buscam um sentido maior para sua vida. Ai a jovem começa a se interrogar sobre a dimensão espiritual da vida, as necessidades do mundo e o seu próprio anseio de transcendência e busca de Deus.
Mas cada caso será estudado personalizadamente. Uma jovem pode despertar para a sua vocação tanto aos 15, como aos 30-35 nos, ou mais. Tudo vai depender da maturidade, da capacidade de adaptação, do grau de estudos e outros requisitos necessários para vida religiosa.
Ao perceber os sinais de Deus, fique atenta. Não pense que é muito nova ou muito velha. Vá em busca de orientações. Na Bíblia, vemos que Deus chamou e continua chamando pessoas das mais diversas idades.
O importante é estar atenta para perceber a hora de Deus na sua vida. PARA QUE e PARA ONDE Deus a chama?
4 - Quais são os sinais que me fazem reconhecer que sou chamada para a vida religiosa?
A vocação é antes de tudo dom de Deus, e, quando Deus a chama, também dá condições para você realizá-la.
Há alguns sinais ou qualidades que ajudam na descoberta da vocação. São eles:
1. Se o seu coração se sente atraído e tem gosto pelas coisas de Deus.
2. Se você aprecia as realidades do Espírito.
3. Se for uma jovem de inteligência normal e dedicada aos estudos.
4. Se tem condição física e psíquica para se entregar sem reservas ao serviço do Reino.
5. Se gosta de partilhar sua vida em comunidade.
6. Se dirige sua vida moral segundo os princípios cristãos.
7. Se tem reta intenção de consagrar sua vida a Deus.
Se você percebe que tem essas qualidades e, acima de tudo, que tem condições de cooperar com a Graça de Deus para que elas se desenvolvam no seu coração, pode ser um SINAL de que Deus tem também para você um grande projeto de amor: A vida consagrada. “Nada se pode comparar com a felicidade de ser toda de Deus”

5 - E se eu for para o convento e depois me arrepender, posso voltar atrás?
Pode. Para você permanecer num convento precisa ser livre e feliz. Deus não obriga ninguém a amá-lo, e você pode servi-lo em qualquer estado da vida.
O fato de você voltar atrás nem sempre quer dizer infidelidade à vocação. Você pode ter se enganado quanto ao seu caminho, e, com os estudos e orientações que recebe na vida religiosa, podem perceber que não é no convento o seu lugar.
A Igreja é muito sábia determinando um tempo de formação suficiente para a jovem discernir bem sua vocação. É como um namoro. Se, depois de todas as tentativas para superar as dificuldades normais, se percebe que não vai dar certo, é preciso procurar outro caminho.
Em qualquer estado da vida, Deus quer acima de tudo a sua realização como pessoa humana e a sua felicidade, pois só assim você poderá fazer algo pela humanidade.
6 - Como responder ao chamado quando a família é contra?
Muitas vezes a família não entende sua decisão de consagrar-se a Deus, por isso é importante um “papo” aberto com seus pais, ajudando-os a entender que você tem o direito de seguir os desejos de seu coração.
Leve-os a entender que você nasceu para ser feliz, e o será na medida em que realizar a vontade de Deus a seu respeito. Se eles entenderem, ótimo! Dê graças a Deus, e siga o seu caminho.
Mas, se mesmo assim, eles não aceitarem, e se você for maior de idade, decida por você mesma e faça o que Deus quer de você. Pode ter certeza de que um dia eles irão entender sua decisão e sentirão orgulho de você. Se você for menor, espere, mas não desanime. Continue alimentando sua vocação com oração, com boas leituras e participando dos encontros vocacionais de sua paróquia, e depois, quando atingir a maioridade, volte a falar com os seus pais e siga o seu caminho.
Reze por eles, pois para muitos pais não é compreensível uma filha desejar seguir a vida religiosa. Eles temem perdê-la, quando na verdade eles a ganham.

7 - É normal ter medo de seguir a vocação?
Podemos ver a realidade do medo na Bíblia. Quando Deus chamou Abraão, Moisés, Jeremias e tantos outros, eles não seguiram imediatamente, sem medo, sem crises.
Eles também apresentaram resistência. Vejamos alguns exemplos:
ABRAÃO – Hoje ele é para nós o “Pai na Fé”, mas antes ele questionou o próprio Deus. Pediu explicações, teve dúvidas.
MOISÉS – É impressionante como Moisés se desculpa diante de sua vocação. Diz a Deus que não tem capacidade, e pede que mande em seu lugar outra pessoa para libertar o povo.
JEREMIAS – Este acha que ainda é muito novo, ainda nem sabe falar, tem medo, e hesita diante da vocação.
MARIA – Também teve medo diante da responsabilidade de ser a mãe de Jesus.
E os Apóstolos? Foram medrosos a ponto de fugir, de se esconder e de negar o Mestre. Só tiveram coragem de assumir a vocação com a vinda do Espírito Santo.
Esses são apenas alguns exemplos, e em todos eles podemos ver os vocacionados deixaram-se vencer por Deus e, confiantes na graça e na assistência prometida por Ele, foram fiéis à Missão que Deus lhes confiou.
8 - Quanto tempo dura a formação de uma freira, e como acontece?
O tempo não é fixo. Depende das condições e maturidade da candidata. Umas necessitam de mais tempo, outras de menos tempo para passar de uma etapa de formação a outra.
A primeira etapa de formação é o “Aspirantado”, em que a jovem faz suas primeiras experiências na vida religiosa. É o primeiro passo para conhecer mais de perto a vida das irmãs e a congregação na qual ela deseja consagrar sua vida a Deus.
Não há um tempo estipulado. A seguir vem o “Postulantado”, que tem a duração de 1 a 2 anos. Aqui a jovem é preparada no nível humano, espiritual e psicológico para ingressar no noviciado. A terceira etapa é a do “Noviciado”, em que a jovem aprofunda o sentido de sua vocação por meio de uma forte experiência de Deus, integração comunitária e participação na missão. Pode durar de 1 a 2 anos, e , no final, a noviça faz seus primeiros votos.
O “Juniorado” é a última etapa da formação inicial, e dura de 5 a 9 ano. Nesse período, a jovem é integrada numa das Comunidades, onde participa ativamente da vida das irmãs, preparando-se para assumir os votos perpétuos.
É importante ressaltar que em todas as etapas a jovem é orientada e recebe todos os meios espirituais e psicológicos para discernir bem sua verdadeira vocação.

9 - Vocação é só para ser padre ou freira?
Não! Todos nós somos pessoas vocacionadas, isto é, chamadas por Deus para realizar uma tarefa no mundo. O primeiro chamado que Deus nos faz é para a vida.
Somos chamados para viver com responsabilidade a nossa vocação de ser gente, irmão e irmã de todos, em busca da santidade. Deus nos chamou para ser felizes, vivendo na santidade, amando-O acima de tudo e amando o próximo como a nós mesmos.
Para cada pessoa Deus indica o melhor caminho para ser feliz, por isso é importante estar atentas para perceber a voz de Deus que nos fala nas mais diversas circunstâncias da vida. A maioria das pessoas é chamada para ser feliz no matrimônio, colaborando com Deus na obra da criação humana.
Deus chama alguns homens e algumas mulheres para ser padres, freiras ou leigos consagrados, a fim de colaborarem mais diretamente com Ele na construção do seu Reino e na salvação do mundo pela vida de oração e apostolado.
10 - Porque lemos e ouvimos dizer que a vida religiosa é uma vida de renúncias?
No Evangelho de Mateus 19,21 Jesus propôs ao jovem “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”.
Jovem, para seguir Jesus precisamos ter um coração livre de tudo àquilo que não é necessário para o Reino de Deus. A renúncia, na vida religiosa, implica amar mais.
Ela só tem sentido quando é uma busca de maior perfeição no amor. Neste sentido, a vida religiosa é uma vida de renúncia e de desapego. Mas qual a vocação que não implica renúncias? Já pensou no quanto os pais renunciam a favor dos filhos?
Você mesma, como estudante, Já renunciou a muitas coisas boas para conseguir uma nota melhor nos estudos, não é mesmo? Portanto, a renúncia não é algo negativo, mas sim uma escolha por aquilo que você considera ser o melhor.
A religiosa, por um dom especial de Deus, escolheu viver de uma forma diferente a maioria das pessoas, e por isso deixou de lado muitas coisas consideradas boas; nem por isso são menos felizes e realizadas. Temos sempre alguma coisa a renunciar quando queremos algo melhor.
São Paulo, na Primeira Carta ao Coríntios 9,24-25, fala das renúncias que os atletas fazem. E podemos hoje falar também das modelos, dos artistas e tantos outros. Quantas renúncias se impõem a si mesma para conseguir seus objetivos.
E São Paulo acrescenta: “Para ganhar uma coroa perecível”. E nós deixamos tudo por Cristo “Para ganhar uma coroa imperecível”. Não vale a pena? SENHOR, COLOQUE EM MEU CORAÇÃO UM PROFUNDO DESEJO DE TI.

11 - Quais são os votos que as freiras fazem?
As freiras, depois de longo processo de formação e discernimento, fazem os votos de Pobreza, Castidade e Obediência, para imitar mais de perto o jeito de viver que Jesus abraçou e propôs aos seus discípulos.
Ser consagrada na vivência dos votos é fazer memória da forma de ser e agir de Jesus, no mundo. Jesus foi o obediente por excelência. Veio ao mundo, não para fazer a sua vontade, mas a de Deus.
Entregou seu modo de ser e agir nas mãos d’Aquele que O enviou. Amou sem medida, assumindo a forma de vida virginal, e manifestou em toda sua vida o desapego aos bens terrenos. Pelo voto de Obediência, a religiosa é chamada a entregar a sua vontade ao Pai, a exemplo de Jesus, que foi obediente até a morte.
Renuncia ao seu projeto particular de vida para realizar o projeto que Deus preparou para ela. Pelo voto de Pobreza, a religiosa é chamada a participar na pobreza de Cristo que se fez pobre por nosso amor, e a partilhar sua vida, seus dons e seus bens com os irmãos.
Pelo voto de Castidade, a religiosa é chamada a entregar tudo o seu ser: corpo, alma e espírito exclusivamente a Deus e a seu Reino, no amor aos irmãos.
12 - Porque as freiras não celebram missa?
As freiras não podem celebrar Missas, porque a Igreja católica, baseada na sucessão dos Apóstolos, acredita que Jesus escolheu só homem para o grupo de seus doze Apóstolos, e por isso apenas eles podem receber o sacramento da Ordem e ser ordenados Padres.
Mas há tantas outras coisas bonitas e importantes que as freiras fazem na Igreja. Com o seu carisma próprio, elas assumem a tarefa evangelizadora da Igreja, por meio de escolas, hospitais, com crianças carentes, com idosos e tantas outras obras de apostolado.
Além disso, elas são verdadeiras colaboradoras dos sacerdotes nas pastorais da Igreja, trabalhando em catequese, orientando grupos de jovens, e muitas outras coisas. Você pode encontrar freiras nas capelas em lugares onde não há padres, dinamizando as pastorais, orientando o povo, celebrando a Palavra, enfim, sendo verdadeiras lideres do povo cristão. Portanto, mesmo não celebrando Missas, as freiras realizam um lindo e importante trabalho dentro da Igreja.

13 - Como é a vida das irmãs no convento? * Passam o tempo todo rezando? * Estudam muito? * Fazem jejum? * Divertem-se?
Querida jovem há dois mil anos, Jesus convidou um grupo que queria saber sobre Ele, dizendo: “VINDE E VEDE” (Jó 1,39). A melhor coisa que você pode fazer para saber como vivem as religiosas é visitar um convento.
Fique lá alguns dias com elas e observe-as. Há muitas congregações que permitem esse tipo de experiência. Vou lhe adiantar algumas coisas:
As freiras são mulheres normais, de carne e osso, que apostaram sua vida num grande ideal.
Vivem em comunidades fraternas de oração, estudo e apostolado. Elas têm também suas fraquezas, e passam pelas dificuldades normais da vida de qualquer mortal.
Mas, movidas por um grande ideal e pelo estilo de vida que levam, bem como pela formação humana e religiosa que tem, elas superam com mais facilidade essas dificuldades. A oração é fundamental na vida religiosa. É nela que a freira vai encontrar força, alegria e entusiasmo para viver bem sua vida de consagração.
O estudo é também muito importante, pois por meio dele a religiosa se prepara para a pregação e o apostolado. Jesus jejuou e os Santos também.
A religiosa jejua para fortalecer o seu espírito e sua vontade. Hoje esta na moda “malhar” em busca de um corpo perfeito. Pelo jejum a religiosa prepara o seu espírito para a busca da perfeição na santidade.
As Irmãs se divertem, porque são alegres. Ao contrário do que alguns pensam, elas não renunciam à alegria e ao prazer de viver. Elas não passam o tempo todo rezando, mas a oração, o jejum, o estudo, como também o divertimento, fazem parte da ascese, ou seja, do caminho em direção a Deus.
14 - Que motivações uma pessoa encontra para viver a vida religiosa para sempre?
Com certeza é o fascínio por Jesus Cristo e pelo seu Reino. A vida religiosa só tem sentido se for vivida em Deus, e por Deus, na pessoa de Jesus Cristo.
Qualquer outra motivação é engano, perda de tempo e frustração. A religiosa encontra força para ser fiel para sempre na vida de oração, no apostolado, na vida fraterna e no estudo.
Tudo isso na busca constante e apaixonada por Deus. É Deus, e tudo o que lhe diz respeito, a única motivação que leva uma religiosa a permanecer feliz e realizada num convento. Com outras motivações ela até poderá permanecer, mas não será feliz, não estará realizando a vontade de Deus, e ainda pode se constituir num contra testemunho para o mundo.
Você poderá conhecer muitas religiosas felizes e realizadas doando a vida nas mais diversas frentes de evangelização, ou num trabalho escondido e humilde dentro do convento. O que realiza e a faz feliz uma religiosa não é o tipo de trabalho que ela faz, mas a sua capacidade de se doar por amor a Deus e aos irmãos, em especial aos mais carentes e necessitados.

15 - Como são vistas as amizades na vida religiosa? * Uma irmã pode ser amiga de uma pessoa do sexo oposto?
Ah! Querida jovem, como é gostoso falar da amizade! Não se pode viver sem ela! A amizade é uma necessidade do coração. Já Aristóteles dizia que “a amizade é o que há de mais necessário para a vida humana”.
O livro de Eclesiástico 6,14 diz: “Amigo fiel é proteção poderosa, e quem o encontrar terá encontrado um tesouro”. Encontramos, na história, exemplos belíssimos de grandes amizades.
A começar por Jesus com seus discípulos, e em especial, com Maria Madalena. São Francisco e Santa Clara, São João da Cruz e Santa Teresa, e tantos outros. John Powell diz: “Para que uma pessoa desenvolva seu potencial como ser humano, ela deve ter a experiência de uma amizade verdadeira e profunda com uma pessoa do sexo oposto”.
Como se vê, querida jovem, a amizade na vida religiosa é também necessária para o crescimento humano e cristão, e é um meio de concretizar o nosso amor a Deus. Portanto, a vida religiosa não exclui uma amizade pura e verdadeira com pessoas do sexo oposto. “SENHOR, O NOSSO CORAÇÃO ESTA INQUIETO, ENQUANTO NÃO REPOUSAR EM TI”.
16 - Quem já "transou" pode ser ferira?
O bom seria que você se decidisse sobre sua vocação antes dessa experiência, pois você entregaria a Deus também o seu corpo virginal. Mas, se tal fato já aconteceu, não desanime do seu ideal de se consagrar a Deus, porque Ele sabe “FAZER NOVAS TODAS AS COISAS” (Ap 21,5).
Se apesar do que aconteceu, você é uma jovem que dirige sua vida de acordo com os princípios cristãos, e tem um desejo realmente verdadeiro de se consagrar a Deus, vá em frente! O fato de você não ser virgem fisicamente não é empecilho para se consagrar a Deus, na maioria das congregações.
O importante é seu desejo de entregar-se a Ele, de corpo e alma, na vivência da castidade “por amor ao Reino de Deus”. O que Ele pede a você, ao chama-la para a vida religiosa, é um coração aberto e acolhedor, capaz de amar sem limites porque a castidade é, em primeiro lugar, a capacidade de amar apaixonadamente a Deus, e, por amor a Ele, entregar-se sem reservas ao serviço do Reino.

17 - É verdade que algumas jovens entram no convento por desilusão amorosa?
Jovem, convido você a assistir ao filme “A Noviça Rebelde” e prestar atenção no que diz a superiora do convento à noviça: “Minha filha, as paredes de um convento não foram feitas para abrigar problemas”.
Veja, não é no convento que se cura uma desilusão amorosa ou qualquer outro problema. O convento foi feito para pessoas felizes e livres, que tem o coração cheio de amor para viver um relacionamento fecundo com Deus na doação aos irmãos. Por isso, há um período de formação em que se apuram em profundidade as motivações que levaram a jovem à vida religiosa.
Quando essa motivação não é o seguimento radical de Jesus Cristo, ela é convidada a sair do convento. Se acontecer de uma jovem entrar no convento por desilusão ou qualquer outro problema, logo se percebe, e ela não poderá permanecer ali, porque não é o seu lugar, e ela não será feliz.
Há casos de jovens que depois de um período de namoro, e até de noivado, descobrem que o matrimônio não é a sua vocação, e, sentindo o chamado para a vida religiosa, deixam tudo, e seguem felizes e livres para realizar sua verdadeira vocação.
Infelizmente, os MCS propagam uma visão distorcida e irreal da vida religiosa, passando um conceito falso do que é ser consagrada. É preciso ser bem informada e não se deixar levar por caricaturas que fazem da vida religiosa.
18 - As freiras são normais? * Tem desejo sexual? * Se tem, como convivem com ele?
Querida jovem, para ser freira é preciso ser normal, do contrário não tem sentido a consagração. As freiras são pessoas normais e sadias, e, portanto tem desejos sexuais, sentem atração pelo sexo oposto.
Só que por um dom especial de Deus, elas canalizam essa energia para o serviço do Reino de Deus, na construção de um mundo mais justo e fraterno. Você pode encontrar freiras felizes e realizadas, que se doam nas mais diversas formas de apostolado, e encontram ali o sentido e a alegria de suas vidas.
As freiras, conscientes de sua consagração a Deus e o que isso implica, procuram viver normal e pacificamente com esses desejos, mediante uma vida de oração, uma vida fraterna e a doação ao apostolado.

19 - Como as freiras encaram a vida? * Porque escolheram esta forma solitária de viver?
A vida é encarada como um grande presente de Deus. Quando você ganha um presente, você tem a liberdade de fazer dele o que desejar. É responsabilidade nossa dar um sentido à vida, aplicando-a ao serviço de ideais humanos e cristãos. Existem muitas jovens como você; que estão descobrindo isso e valorizando mais a vida.
Jovem, a vida religiosa não é uma vida solitária de viver. Todos nós fomos feitos para amar e ser amados, e isso se dá numa relação entre pessoas
. Quando isso não acontece, a vida se torna dura e infeliz. As religiosas vivem essas experiências em comunidade, onde se constrói um relacionamento sádio de dar e de receber amor, por meio da atenção, da ajuda mútua, do acolhimento, do perdão, da oração etc.
A solidão prejudicial surge para qualquer ser humano, quando a pessoa se fecha egoisticamente em si, não dando espaço para o outro em sua vida. Não confunda vida solitária com a solidão tão benéfica para o ser. humano no reencontro consigo mesmo e com Deus.
20 - Uma irmã pode se apaixonar? * E, se isso acontecer, o que ela faz?
Querida jovem, pelo fato de ser irmã, ela não está imune a esse ou quaisquer outros sentimentos. Quando Deus chama alguém para a vida religiosa, Ele não lhe tira as faculdades do coração, isto é, a capacidade de sentir, de desejar, de querer e de se apaixonar.
Portanto, qualquer mulher, mesmo a religiosa, pode passar por essa bela experiência da paixão.
Você me pergunta: e o que ela faz?
Ela deve pôr na balança a paixão e sua vocação, e ver qual das duas tem maior peso em sua vida. Se a irmã for uma pessoa realizada e feliz na vida religiosa, ela vai saber administrar essa paixão sem colocar em risco sua vocação.
Mas se ela for alguém que não sabe porque entrou na vida religiosa, e não se sente segura na sua vocação, ela deverá deixar o convento. Querida jovem, o fato de você se apaixonar humanamente por alguém, antes ou depois de estar no convento, pode ser também um grande contributo para sua vida espiritual, para o seu relacionamento com Deus. O amor que você vai viver com Deus não pode ser um amor frio e vazio, mas deve ser realmente um amor apaixonado, um amor capaz de dar a vida, um amor que se entrega sem reservas.
É assim que Deus nos ama, apaixonadamente, e é assim que Ele espera que nós o amemos.

19 - Como as freiras encaram a vida? * Porque escolheram esta forma solitária de viver?
A vida é encarada como um grande presente de Deus. Quando você ganha um presente, você tem a liberdade de fazer dele o que desejar. É responsabilidade nossa dar um sentido à vida, aplicando-a ao serviço de ideais humanos e cristãos. Existem muitas jovens como você; que estão descobrindo isso e valorizando mais a vida.
Jovem, a vida religiosa não é uma vida solitária de viver. Todos nós fomos feitos para amar e ser amados, e isso se dá numa relação entre pessoas
. Quando isso não acontece, a vida se torna dura e infeliz. As religiosas vivem essas experiências em comunidade, onde se constrói um relacionamento sádio de dar e de receber amor, por meio da atenção, da ajuda mútua, do acolhimento, do perdão, da oração etc.
A solidão prejudicial surge para qualquer ser humano, quando a pessoa se fecha egoisticamente em si, não dando espaço para o outro em sua vida. Não confunda vida solitária com a solidão tão benéfica para o ser. humano no reencontro consigo mesmo e com Deus.
20 - Uma irmã pode se apaixonar? * E, se isso acontecer, o que ela faz?
Querida jovem, pelo fato de ser irmã, ela não está imune a esse ou quaisquer outros sentimentos. Quando Deus chama alguém para a vida religiosa, Ele não lhe tira as faculdades do coração, isto é, a capacidade de sentir, de desejar, de querer e de se apaixonar.
Portanto, qualquer mulher, mesmo a religiosa, pode passar por essa bela experiência da paixão.
Você me pergunta: e o que ela faz?
Ela deve pôr na balança a paixão e sua vocação, e ver qual das duas tem maior peso em sua vida. Se a irmã for uma pessoa realizada e feliz na vida religiosa, ela vai saber administrar essa paixão sem colocar em risco sua vocação.
Mas se ela for alguém que não sabe porque entrou na vida religiosa, e não se sente segura na sua vocação, ela deverá deixar o convento. Querida jovem, o fato de você se apaixonar humanamente por alguém, antes ou depois de estar no convento, pode ser também um grande contributo para sua vida espiritual, para o seu relacionamento com Deus. O amor que você vai viver com Deus não pode ser um amor frio e vazio, mas deve ser realmente um amor apaixonado, um amor capaz de dar a vida, um amor que se entrega sem reservas.
É assim que Deus nos ama, apaixonadamente, e é assim que Ele espera que nós o amemos.

Jovem, somente na dimensão do “amar e ser amado” é que podemos ser felizes. Seja no matrimônio, na vida religiosa, ou em qualquer outro estado de vida, somente o amor é que nos realiza e nos faz felizes.
Uma religiosa só é feliz quando faz de sua vida uma oferta de amor, por amor e com amor a Deus e aos irmãos. A religiosa renuncia à prática sexual, mas não renuncia à sua sexualidade, afetividade e emoções.
São justamente esses fatores que impulsionam a religiosa na doação de si, pois são dons recebidos de Deus e que nos tornam capazes de amar. Ao renunciar ao prazer sexual ela está fazendo uma oferta livre e amorosa de todo o seu ser a Deus.
Enamorada por Deus, em Jesus Cristo, ela encontra sua realização e felicidade na união com Ele e no serviço aos irmãos e irmãs, de maneira especial aos mais necessitados. Portanto, a sexualidade, a afetividade e as emoções são plenamente integradas e santificadas por uma vida de doação amorosa na construção do Reino de Deus.
Jovem, seja no casamento, seja na vida consagrada, o importante é seguir Jesus e colaborar com Ele na edificação de um mundo melhor. Por um estilo próprio de viver, o celibatário é mais livre para corresponder com as exigências do Reino, assim como Jesus.

23 - As freiras sempre se dão bem umas com as outras, ou há conflitos entre elas?
Jovem, os conflitos fazem parte do dia-a-dia de qualquer grupo humano. Seja na família, no trabalho, na escola, na vida religiosa e na sociedade em geral, eles se fazem presentes, pelo simples fato de sermos humanos, e não anjos.
As freiras são pessoas que, mesmo escolhendo um jeito especial de viver, trazem consigo os problemas e dificuldades inerentes a qualquer ser humano. O que as diferencia é que elas são preparadas para saber lidar positivamente com essas dificuldades. Quando uma jovem entra para o convento, ela recebe formação espiritual, humana e psicológica para viver bem a escolha feita.
Imagine pessoas tão diferentes pela cultura, pela educação e até pela nacionalidade que, sem escolher, são chamadas a viver em comunidade, num só ideal. É belíssimo! Mas é também um grande desafio. A vida comunitária é uma das grandes alegrias da vida religiosa, mas pode trazer também sofrimentos quando seus membros não estão dispostos a se amar e acolher mutuamente.
O importante é saber administrar os conflitos de forma que eles sirvam para o seu crescimento humano e espiritual, e não causem danos à comunidade.
24 - Deus nos criou para sermos fecundos. Como entender que a vida religiosa exclua o relacionamento esposo-esposa?
Sim, jovem, em Gêneses 1, 28, Deus disse ao homem e à mulher: “Sejam fecundos, multipliquem-se, encham e submetam a terra”. Essa ordem não está apenas na linha da fecundidade espiritual, afetiva e cultural.
Para a maioria das pessoas, a ordem é cooperar com Deus na obra da criação de novos seres humanos, exercendo a maternidade e a paternidade sanguínea. Mas Deus chama alguns homens e algumas mulheres para outro tipo de paternidade e maternidade: são aqueles que consagram a Deus sua virgindade e são pais e mães de tantos outros filhos e filhas.
Jesus foi um deles.Vivendo como celibatário, passou pelo mundo fazendo o bem e buscando em tudo fazer a vontade do Pai implantando aqui o seu Reino. Temos na Bíblia exemplos de homens e mulheres que Deus chamou para viverem celibatários em vista de uma missão especial.
No tempo de Jesus, e também hoje, a sociedade não compreende, e muitas vezes criticam essa maneira de viver, mas Jesus foi bem claro: “Há virgens que permanecem assim por amor ao Reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda” (Mt 19, 12). Essas pessoas vivem a fecundidade do espírito, sendo pais e mães de tantos órfãos e abandonados material, cultural ou espiritualmente. Renunciam ao relacionamento esposo-esposa para viver um relacionamento fecundo com Deus, pela causa do Reino.

25 - Como é o relacionamento de uma freira com a família biológica? * Consegue viver longe dela, e pode visitá-la?
O relacionamento de uma freira com a família é normal, e, se ela foi chamada para um amor universal, esse amor se intensifica ainda mais no seio da família.
O quarto mandamento da lei de Deus é sagrado para a jovem que se consagra a Deus, e ela não corta seus vínculos familiares. Ela os visitará sempre que for necessário, e uma vez por ano passa um período de férias com eles.
Viver longe das pessoas que amamos não é fácil. E a vida nem sempre nos proporciona a alegria de estar com nossos entes queridos, seja por motivos de estudos, de trabalho, de casamento, seja para seguir a vida religiosa.
Na vida religiosa se vive fisicamente longe da família e se consegue isso com serenidade, pois pela vida de união com Deus, por meio da oração, os trazemos sempre no coração. Além disso, a religiosa se torna uma benção na vida deles.

* Querida jovem... Entre tantas congregações nas quais você pode realizar sua vocação à vida religiosa, lhe apresentar a minha...
“Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena” As Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena formam uma congregação religiosa de vida Apostólica, fundada por Teresa de Saldanha, para servir a Deus, à Igreja e aos irmãos.
Vivem em comunidades de vida fraterna, de oração, de estudo e de apostolado, atentas aos sinais dos tempos, buscando o absoluto de Deus, através da contemplação-oração e da ação.
A vida das Irmãs desta Congregação se resume em seguir Jesus Cristo, quer testemunhando o seu amor mediante obras de misericórdia, quer no serviço à pessoa humana desfigurada pela pobreza cultural, espiritual e material.
Elas estão presentes em quatro continentes:
- ÁFRICA (Angola e Moçambique)
- AMÉRICA LATINA (Brasil)
- EUROPA (Portugal e Albânia)
- ÁSIA (Timor Leste).
Com lema de sua fundadora Teresa de Saldanha Fazer o bem sempre E onde seja possível, Elas se dedicam às mais diversas formas de apostolado, assumindo em colaboração com a Igreja local tarefa da evangelização. Estão presentes tanto nas grandes cidades como no interior do País, respondendo às necessidades de cada região.
No BRASIL, estão presentes nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Piauí e Pernambuco. Com onze comunidades, as Irmãs se dedicam à educação; à catequese de crianças, jovens e adultos; à pastoral paroquial e diocesana; às pastorais da criança, da saúde e da educação; e a outras missões.
Em PORTUGAL, as Irmãs estão presentes em 19 comunidades, e se dedicam às mais diversas formas de apostolado, tais como casas de assistência, serviço social, educação, saúde e acolhimento a peregrinos.
Em Lisboa fica a Casa Mãe, onde nasceu a Congregação, e onde atualmente reside a Madre Geral. Em ANGOLA, terra de missão, as Irmãs se dedicam à evangelização e missão nas cidades e aldeias periféricas.
Espalhadas em dez comunidades, trabalham na educação, na saúde e promoção humana e social. Em MOÇAMBIQUE, há 3 comunidades onde as Irmãs, além do trabalho de animação missionária, dedicam-se à educação de crianças e adultos, e ao trabalho de promoção humana e social. Na ALBÂNIA, elas estão presentes em Tirana, e se dedicam totalmente à missão.
Em outubro de 2004 foram para TIMOR LESTE, na Ásia, as duas primeiras “sementinhas”, uma do Brasil e outra de Portugal, para dar início a um grande projeto missionário.

* O fundador Domingos de Gusmão Nasceu em Caleruega, na Espanha, no ano de 1170.
Desde o seu nascimento, Deus manifestou que tinha para ele um grande projeto. Cresceu num lar profundamente cristão.
Foi um jovem sensível às necessidades do próximo e às manifestações de Deus em sua vida. Foi um homem do Evangelho que, seguindo os passos de Cristo, dedicou toda sua vida aos irmãos e irmãs.
Domingos de Gusmão foi o fundador de uma grande família religiosa chamada “Ordem dos Pregadores”, com o carisma de viver e pregar o Evangelho.
Essa família é composta de: Frades – São religiosos que podem ser também ordenados sacerdotes. Vivem em comunidade e são chamados de “frades pregadores”.
Monjas Contemplativas – São religiosas que vivem em comunidade de vida contemplativa no silêncio do mosteiro.
Irmãs Dominicanas – São religiosas que vivem em comunidade de vida contemplativa e ativa, isto é, dedicadas à oração e ao apostolado.

* A Congregação.
Depois de muita oração e discernimento, aos 29 anos, Teresa de Saldanha, tomada de grande amor pelo seu país, lança as primeiras sementes da Congregação. Envia duas jovens para a Irlanda a fim de fazer o Noviciado num convento de Dominicanas.
Depois de alguns meses de estágio na Irlanda, as duas jovens voltam para Lisboa. Ai se estabelece a primeira casa da Congregação com um intenso trabalho social. Aos poucos, outras jovens vocacionadas vão aparecendo, e a Congregação cresce.
No entanto, Teresa de Saldanha, a fundadora, ainda não havia entrado na sua Congregação. Somente em 1887 se realizou o grande desejo de sua vida: entrar na congregação fundada por ela.
Teresa de Saldanha alicerçou a Congregação na Ordem Dominicana que ela conhecia e amava, e que, de certo modo, com ela se identificava pelas suas características de alegria, abertura, liberdade, democracia, amor à verdade e ao estudo, vivência da fraternidade e compromisso apostólico.
A Congregação cresce e se expande com novas fundações.
* A expansão O ano de 1910 foi de muito sofrimento para as Irmãs.
Começa em Portugal uma grande perseguição religiosa, e as Irmãs são expulsas de suas casas e proibidas de trabalhar em suas obras. Somente as Irmãs de origem portuguesa poderiam ficar em Portugal, morando com suas famílias.
Mas Deus tinha um grande plano sobre essa Congregação, e, com a expulsão das Irmãs estrangeiras, ela floresce em outros paises, entre eles o Brasil.
As Irmãs portuguesas continuaram unidas em oração, e, graças ao trabalho discreto e silencioso, a Congregação pôde sobreviver.
Aos poucos começaram a chegar pedidos de fundações em outros países. Era a ação de Deus abrindo novos caminhos de missão para a Congregação, que foi se expandindo com a entrada de novas vocações e com a abertura de obras apostólicas.
Com o passar dos anos, foi diminuindo a perseguição religiosa em Portugal, e a Congregação voltou a crescer no país.
Fim...