COMO SER DOMINICANA
19 - Como as freiras encaram a vida? * Porque escolheram esta forma solitária de viver? A vida é encarada como um grande presente de Deus. Quando você ganha um presente, você tem a liberdade de fazer dele o que desejar. É responsabilidade nossa dar um sentido à vida, aplicando-a ao serviço de ideais humanos e cristãos. Existem muitas jovens como você que estão descobrindo isso e valorizando mais a vida. Jovem, a vida religiosa não é uma vida solitária de viver. Todos nós fomos feitos para amar e ser amados, e isso se dá numa relação entre pessoas. Quando isso não acontece, a vida se torna dura e infeliz. As religiosas vivem essas experiências em comunidade, onde se constrói um relacionamento sadio de dar e de receber amor, por meio da atenção, da ajuda mútua, do acolhimento, do perdão, da oração etc. A solidão prejudicial surge para qualquer ser humano, quando a pessoa se fecha egoisticamente em si, não dando espaço para o outro em sua vida. Não confunda vida solitária com a solidão tão benéfica para o ser. humano no reencontro consigo mesmo e com Deus. 20 - Uma irmã pode se apaixonar? * E, se isso acontecer, o que ela faz? Querida jovem, pelo fato de ser irmã, ela não está imune a esse ou quaisquer outros sentimentos. Quando Deus chama alguém para a vida religiosa, Ele não lhe tira as faculdades do coração, isto é, a capacidade de sentir, de desejar, de querer e de se apaixonar. Portanto, qualquer mulher, mesmo a religiosa, pode passar por essa bela experiência da paixão. Você me pergunta: e o que ela faz? Ela deve pôr na balança a paixão e sua vocação, e ver qual das duas tem maior peso em sua vida. Se a irmã for uma pessoa realizada e feliz na vida religiosa, ela vai saber administrar essa paixão sem colocar em risco sua vocação. Mas se ela for alguém que não sabe porque entrou na vida religiosa, e não se sente segura na sua vocação, ela deverá deixar o convento. Querida jovem, o fato de você se apaixonar humanamente por alguém, antes ou depois de estar no convento, pode ser também um grande contributo para sua vida espiritual, para o seu relacionamento com Deus. O amor que você vai viver com Deus não pode ser um amor frio e vazio, mas deve ser realmente um amor apaixonado, um amor capaz de dar a vida, um amor que se entrega sem reservas. É assim que Deus nos ama, apaixonadamente, e é assim que Ele espera que nós o amemos.
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