COMO SER DOMINICANA
15 - Como são vistas as amizades na vida religiosa? * Uma irmã pode ser amiga de uma pessoa do sexo oposto? Ah! Querida jovem, como é gostoso falar da amizade! Não se pode viver sem ela! A amizade é uma necessidade do coração. Já Aristóteles dizia que “a amizade é o que há de mais necessário para a vida humana”. O livro de Eclesiástico 6,14 diz: “Amigo fiel é proteção poderosa, e quem o encontrar terá encontrado um tesouro”. Encontramos, na história, exemplos belíssimos de grandes amizades. A começar por Jesus com seus discípulos, e em especial, com Maria Madalena. São Francisco e Santa Clara, São João da Cruz e Santa Teresa, e tantos outros. John Powell diz: “Para que uma pessoa desenvolva seu potencial como ser humano, ela deve ter a experiência de uma amizade verdadeira e profunda com uma pessoa do sexo oposto”. Como se vê, querida jovem, a amizade na vida religiosa é também necessária para o crescimento humano e cristão, e é um meio de concretizar o nosso amor a Deus. Portanto, a vida religiosa não exclui uma amizade pura e verdadeira com pessoas do sexo oposto. “SENHOR, O NOSSO CORAÇÃO ESTA INQUIETO, ENQUANTO NÃO REPOUSAR EM TI”. 16 - Quem já "transou" pode ser ferira? O bom seria que você se decidisse sobre sua vocação antes dessa experiência, pois você entregaria a Deus também o seu corpo virginal. Mas, se tal fato já aconteceu, não desanime do seu ideal de se consagrar a Deus, porque Ele sabe “FAZER NOVAS TODAS AS COISAS” (Ap 21,5). Se apesar do que aconteceu, você é uma jovem que dirige sua vida de acordo com os princípios cristãos, e tem um desejo realmente verdadeiro de se consagrar a Deus, vá em frente! O fato de você não ser virgem fisicamente não é empecilho para se consagrar a Deus, na maioria das congregações. O importante é seu desejo de entregar-se a Ele, de corpo e alma, na vivência da castidade “por amor ao Reino de Deus”. O que Ele pede a você, ao chama-la para a vida religiosa, é um coração aberto e acolhedor, capaz de amar sem limites porque a castidade é, em primeiro lugar, a capacidade de amar apaixonadamente a Deus, e, por amor a Ele, entregar-se sem reservas ao serviço do Reino.
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